EX-OBESO

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As grandes perdas de peso que ocorrem nos pacientes ex-obesos são decorrentes geralmente de 2 mecanismos: dieta e Cirurgia Bariátrica. Esta última é também chamada de Gastroplastia, que é realizada por Cirurgiões Gerais, e que se caracteriza pela redução no volume do estômago e na capacidade de absorção de nutrientes no trato gastrointestinal. O Índice de Massa Corporal, ou IMC, é a divisão do peso sobre a altura ao quadrado, e serve como um dos parâmetros para se indicar esse tipo de procedimento. Veja abaixo a classificação de Obesidade de acordo com o IMC:

IMC (kg/m2) GRAU
De 20 a 25 Indivíduo normal
De 25,1 a 30 Sobrepeso
De 30,1 a 35 Obeso grau 1 – obesidade leve
De 35,1 a 40 Obeso grau 2 – obesidade moderada
Acima de 40 Obeso grau 3 – obesidade grave

Geralmente indivíduos com IMC acima de 35, dependendo de patologias associadas, como hipertensão e diabetes, têm indicação desse procedimento. Cada caso tem suas particularidades e deve ser analisado por um cirurgião geral especialista em cirurgias bariátricas.

As cirurgias bariátricas estão em constante crescimento, entre outros motivos devido à maior facilidade e segurança dos procedimentos e por estar havendo uma população mundial cada dia mais obesa.

A complexidade dos pacientes ex-obesos e das cirurgias plásticas pós obesidade fazem com que o cirurgião plástico se familiarize e se especialize com esses procedimentos, já que vem sendo mais frequente essas solicitações em seus consultórios.

Ao se programar para a realização de cirurgias plásticas, o paciente ex-obeso tem características próprias que o diferenciam em vários aspectos do indivíduo comum. As principais particularidades são:

  • Momento de se operar: As cirurgias plásticas devem ser realizadas após pelo menos 12 meses da Gastroplastia, e após pelo menos 6 meses de estabilização da perda de peso. Resultados estéticos mais favoráveis e menos complicações são observados quanto mais o paciente se aproxima dos IMC’s dentro da normalidade.
  • Alterações sistêmicas e locais: é bem descrito na literatura científica que o ex-obeso tem uma maior prevalência de complicações cardio-vasculares e pulmonares, como a embolia pulmonar, além de maior incidência de hipotermia, sangramentos, celulites e infecção.
  • Déficit crônico de nutrientes: a Gastroplastia acarreta déficits nutricionais e de elementos essenciais à cicatrização e a nutrição da pele, como Vitaminas, Ferro, Cobre, Zinco, Chumbo e Magnésio. Suplementos alimentares geralmente são necessários para a normalização desses nutrientes e regularização do seu metabolismo. Há uma maior predominância de surgimento de ferimentos e má cicatrização na maioria dos casos.
  • Alterações tróficas da pele: estrias, atrofia e extensa flacidez são características comuns e prejudicam em muitas vezes o melhor resultado. Falta de resistência da pele, com queda precoce e flacidez remanescente das mamas são exemplos comuns de ocorrências pós cirúrgicas.
  • Excedentes cutâneos: devido à grande perda de peso, a pele do ex-obeso, acostumada com maiores dimensões corporais, não se molda mais da mesma forma, gerando excedentes que muitas vezes só são retirados às custas de extensas cicatrizes e cicatrizes não habituais. Há uma máxima do ex-obeso que diz que “mais vale a melhora do contorno corporal que as cicatrizes presentes”, que serão invariavelmente extensas.
  • Atrofia gordurosa: ao perder bastante peso o tecido gorduroso do ex-obeso não é eliminado do corpo, mas sim intensamente atrofiado. Em outras palavras, ele “murcha”. Em meio ao tecido gorduroso existem traves naturais de tecido mais resistente e fibrótico que dificultam as cirurgias de lipoaspiração, fazendo com que os resultados não sejam tão satisfatórios.
  • Dermolipectomia abdominal (Abdominoplastia em Âncora): no intuito de corrigir as grandes flacidezes cutâneas, as cirurgias de abdominoplastias muitas vezes se diferenciam do habitual e apresentam uma cicatriz vertical no meio do abdome, além da arqueada no abdome inferior, junto à área púbica, resultado no que chamamos de cicatriz em Âncora. O cirurgião plástico não coloca essa cicatriz propositalmente, mas sim porque há a necessidade.
  • Dermolipectomias de braços e coxas: são cirurgias muito frequentes no ex-obeso, pelos motivos já descritos aqui no que se refere à flacidez de pele. As cicatrizes resultantes ficam “em L”, escondidas nas dobras axilares ou perineais, e também ao longo da região interna dos braços e coxas, respectivamente.
  • Associação de cirurgias: devido às peculiaridades já descritas, é comum se evitar as associações de cirurgias plásticas, de forma que cada cirurgia será feita com maior cautela e cuidado, além de se evitar tempos cirúrgicos mais prolongados e mais distúrbios metabólicos, aumentando o risco cirúrgico e prejudicando o pós-operatório.
  • Alterações psicológicas: o ex-obeso tem maior predisposição a apresentar alterações psicológicas e psiquiátricas, como depressão e insatisfação com sua auto-estima, devido tanto à sua situação como obeso quanto como ex-obeso, pela presença das deformidades e grandes cicatrizes corporais.
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